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Banco do Povo de Cidade Ocidental Geração de Emprego, Renda e Desenvolvimento Social. |
Planejamento
de Negócios Os
motivos que levam as pessoas a montar seu próprio negócio são vários.
Entretanto, na atual conjuntura, o mais preponderante é o alto índice
de desemprego, levando as pessoas a uma única alternativa: a de
auto-empregar. Por isso, salve-se que puder!; a saída é montar seu próprio
negócio. Mas,
que fazer para realizar esse projeto? Que fazer para se saber se o negócio
é viável ou não? Por onde começar? Quais os riscos? Essas são
algumas das indagações que a maioria das pessoas faz a si mesmas ao
decidir montar seu próprio negócio. “As
pessoas hoje em dia têm uma tendência à
não arriscar por medo do fracasso. Às vezes, porém, é absolutamente
necessário chutar o balde”. Amyr
Klink Montar
qualquer tipo de negócio é um risco; alguns mais, outros menos. Para
minimizar o grau de risco de implantação de um negócio o caminho é
fazer um planejamento. O planejamento de um negócio é um estudo do
ramo em que se pretende atuar, no qual formaliza-se a idéia,
levantam-se as oportunidades de mercado, dimensiona-se o investimento e
estimam-se os riscos. Essas informações são as mínimas necessárias
para avaliar a viabilidade de qualquer negócio. É, pois um roteiro
detalhado, onde se pode detectar possíveis problemas e imprevistos que
poderão surgir após a implantação da empresa. Fornecendo-lhes subsídios
para avaliar e estudar possíveis medidas a serem adotadas a fim de
elimina-los ou, pelo menos, atenua-los. Hoje
é inconcebível não planejar, pois a concorrência está bastante
acirrada. Isso acaba sendo um fator positivo já que leva o empresário
a se profissionalizar cada vez mais, a se informar/reciclar, e com isso
a tendência e ter, no mercado, produtos e serviços cada vez mais
qualificados, atendendo as reais necessidades do cliente. Mediante esse
cenário, o improviso, a aventura, os achismos ficam para trás; não
tem mais lugar para o amadorismo. Vence aquele que detém mais informação.
Não existem mais fronteiras, nem internas, nem externas. O mercado está
altamente competitivo com consumidores cada vez mais exigentes e bem
informados, devido à variedade de produtos e serviços ofertados no
mercado. Por isso, esteja sempre atento. Ser
bem sucedido em um negócio não é tarefa fácil, exige sacrifícios,
inclusive da vida pessoal e familiar. Além disso, é preciso acima de
tudo gostar do ramo em que se vai atuar, ter afinidade com ele e você
mesmo comprar a idéia. É preciso ter o conhecimento técnico do negócio,
e ainda ser perseverante, otimista, criativo, não ter medo de correr
riscos, ser autoconfiante, ter uma visão de futuro e muita disposição
para o trabalho. Vale
ressaltar, que só o conhecimento técnico do produto ou do serviço, a
garra e o espírito de luta do empreendedor não são suficientes para
viva e lucrativa à empresa. É preciso muito mais do que isso. É
preciso que o empreendedor assuma uma postura gerencial mais apurada. Fracasso,
Por Quê? Uma
das causas mais comuns de fracasso na empresa, tem sido a falsa suposição
de seus administradores de que o conhecimento técnico é suficiente
para gerir o negócio. Infelizmente não é. Muitos
empreendedores/empresários têm dificuldade de perceber que a dimensão
administrativo-estratégica influencia muito mais nos resultados da
empresa, do que a parte operacional, técnica e produtiva. Outro
motivo de fracasso tem sido o mau dimensionamento dos recursos necessários
para a implantação e manutenção da empresa. A principal causa disso
é a falta de informações globais sobre o negócio: é o desprezo e o
imediatismo que, infelizmente, têm levado muitas empresas ao insucesso. É
unânime a questão que toda empresa visa a obtenção de lucro. Para
tal, é preciso que todo empresário direcione seu negócio para o
mercado-alvo, focando o atendimento das necessidades implícitas e explícitas
de sua clientela em potencial. A garantia de uma empresa está na
satisfação do cliente, e este nem sempre sabe o que quer, informe-se
empresário. Descubra o que o cliente quer e atenda-o, ninguém
troca de fornecedor sem motivos. Fazer
um Planejamento Requer:
Como
vê, é preciso levantar todas as informações possíveis sobre o negócio,
analisa-las e compara-las com os concorrentes em termos de investimentos
necessários, custo, posição de mercado e os riscos que a atividade
está sujeita a enfrentar. Por
isso, antes de começar a investir, faça um planejamento do seu negócio
seguindo os seguintes passos: 1º
Passo: Definir o Seu Negócio Qual
é o seu negócio? Qual sua missão? Como é o comportamento do mercado
com um todo. Que é preciso para implantar a empresa? Eu você quer, e
como? Quais as oportunidades que o mercado oferece e onde busca-las?
Como organizar a empresa? Quem é o cliente e o que ele quer? 2º
Passo: Pesquisar o Mercado a)
Mercado Consumidor: é
o conjunto de pessoas ou organização que compram bens e serviços de
uma pessoa ou de uma empresa. Estude esse mercado, detectando suas
características atuais e tendências futuras, oportunidades e
perspectivas, para ajudar na identificação do perfil dos prováveis
compradores/clientes potenciais. Todo
produto/serviço tem um destinatário certo: O
Cliente, aquele que irá comprar os seus produtos/serviços,
dando sustentação para sua empresa. Por isso deve investigar esse
mercado, visando oferecer os produtos/serviços de qualidade e com a
qualidade que sua clientela espera obter, e para tal você deve
pesquisar, partindo das seguintes indagações: Que
são meus consumidores em potencial? Onde se localizam? Quais são suas
necessidades e desejos? Que tipo de inovações eles esperam? Seria no
produto? No atendimento? A forma de pagamento? Pós-venda? Serviço de
entrega? Que eles querem? Quanto estão dispostos a pagar? Que podemos
fazer para atrair uma clientela e satisfaze-la plenamente? Não
se esqueça, que o cliente é a razão da existência de sua empresa.
Toda empresa tem que atender o cliente e não o dono, pois quem vai
remunerar os fatores utilizados é o lucro que se obtém das vendas, e
estas despedem dos clientes, por isso esteja atento aos seus desejos e
insatisfações e garanta sua empresa no mercado. O conhecimento do
cliente é o alicerce para um dimensionamento e direcionamento do negócio. b)
Mercado Concorrente:
é
composto de pessoas/empresas que oferecem produtos/serviços iguais ou
similares aos seus, atuando no mesmo mercado, disputando os mesmos
clientes/consumidores. A concorrência é um estímulo ao negócio, pois
ela impulsiona melhorias de forma a levar sua empresa a obter melhores
resultados. Levante informações sobre seus concorrentes, verifique
quais são seus pontos fortes e fracos, para que assim você tenha parâmetros
de avaliação, o que lhe permitirá descobrir algum diferencial
competitivo, proporcionando maiores chances de o seu negócio obter
sucesso. Para tal, considere os seguintes aspectos ao analisar seus
concorrentes:
Quanto
mais informações você obtiver de seus concorrentes, melhor você
empreenderá seu negócio. Por isso, investigue, levante dados e
analise-os. Não subestime jamais seus concorrentes, coloque-se na posição
de cliente deles e analise-os sistematicamente. Reflita bem, não se
esqueça de que a clientela não está
esperando você abrir o seu negócio para começar a consumir. Eles já
têm seus fornecedores, que são os seus concorrentes. Por quê
eles vão de deixar de comprar de seus concorrentes para comprar de você
que acabou de abrir o seu negócio? Que fazer para dizer para o seu
mercado-alvo: eu existo, estou aqui, venham que
eu posso atender suas necessidades. Informe-se com agentes de
publicidade, converse com eles, troque idéias. Esses profissionais
poderão auxilia-lo muito no lançamento do seu negócio no mercado.
Mas, lembre-se, procure um diferencial competitivo, não faça como os
seus concorrentes estão fazendo. Faça melhor,
inove. c)
Mercado Fornecedor:
é aquele que oferece ao empreendedor máquinas e equipamentos, móveis
e utensílios, matérias-primas, mercadorias e outros itens necessários
à instalação e funcionamento de seu negócio. Por isso, verifique e
identifique um número maior de fornecedores, para que possa ter ampla
opção de escolha daquele que tem as melhores condições gerais a lhe
oferecer. Analise os seguintes aspectos junto aos seus prováveis
fornecedores:
Busque
o máximo de informações sobre o mercado como um todo, pois só assim
você poderá fazer, um dimensionamento correto de seu investimento. A
partir deste conhecimento é que você poderá elaborar as estratégias
para a implantação e boa condução de seu negócio. Por isso, não o
desconsidere jamais. Se informar é preciso, sempre, pois o aperfeiçoamento
é contínuo e infinito. Toda
pessoa/empresa é ao mesmo tempo: consumidor,
fornecedor e concorrente. Ao analisar a parte de mercado,
coloque-se na posição de cada um deles, tirando o máximo de proveito
deste particular. Esta análise fornece respostas que irão ajuda-lo
sobremaneira no planejamento de seu negócio. 3º
Passo: Análise Financeira do Investimento Para
analisar se um determinado empreendimento é viável do ponto de vista
econômico-financeiro, é necessário fazer uma série de levantamentos
pertinentes ao tipo de negócio que se quer montar. A
previsão de Receita (Qualidade Vendida x Preço de Venda) e de despesas
é à base de um planejamento financeiro e do dimensionamento de todo o
investimento. E é através das informações sobre o mercado que se obtém
esses dados. É
claro que todo negócio precisa de recursos materiais, recursos humanos,
recursos em imobilizado, e para atendimento de todos os itens, são
necessários recursos financeiros. O
recurso financeiro a ser empregado na implantação de um negócio é
chamado de capital inicial que é o resultado do somatório das
necessidades do empreendimento em instalações físicas e capital de
giro, variando conforme o ramo de negócio e o mercado que se quer
atingir. Para tanto, levante as seguintes informações: a)
Calcular o Capital de Giro Necessário: capital
de giro é o volume de dinheiro necessário para manter uma empresa em
operação. Para calcular a necessidade de capital de giro é preciso
conhecer, dentre outros fatores, o ciclo operacional de sua empresa, a
fim de verificar o grau de defasagem entre a aplicação no giro e o
retorno de caixa proveniente das vendas. O
ciclo de produção inicia-se com a entrada de material direto (matéria-prima,
material secundário e embalagem) no almoxarifado, após a efetivação
da compra – o que gerará saída de dinheiro do caixa se for à vista
ou contas a pagar se for faturado – passa pelo processo de produção,
quando gerará os custos e terminará com o produto acabado gerando
entrada no almoxarifado. O
ciclo de comercialização é o composto pela venda do produto acabado,
seja à vista ou a prazo, o que gerará entrada de dinheiro no caixa ou
duplicatas a receber. O sistema se completa através do recebimento e,
cada vez que se configura este giro, ocorre o lucro. O
conhecimento do ciclo operacional possibilita ao empresário, regular os
pagamentos com os recebimentos, de forma que o caixa não se reduza a níveis
muito baixos ou se torne negativo. Cada
tipo de negócio tem suas características peculiares e é preciso
conhece-las, para que se possa planejar de forma a fomentar e consolidar
um desempenho econômico adequado ao negócio. Para tanto, é necessário
verificar o nível de aceleramento do seu ciclo operacional, e a margem
de lucro possível de ser agregada. Procure
identificar essas variáveis, pois quanto mais acelerado for o ciclo
operacional de sua empresa, e quanto maior a parcela de lucro agregada
ao seu negócio, mais rapidamente ocorrerá o retorno do capital
empregado. O
importante é estudar todos os aspectos que evolvem seu negócio e
colocar tudo no papel. Registre todas as informações. Baseie-se única
e exclusivamente na necessidade que o empreendimento requer. Para tanto:
b)
Levantamento Necessário Para Instalações Físicas (Investimento
Fixo):
levantar a necessidade de infra-estrutura do empreendimento, tais como: quais
e quantas máquinas e equipamentos serão necessários bem como a
capacidade de produção dos mesmos. E, ainda, quais e quantos móveis e
utensílios serão necessários para colocar seu negócio em
funcionamento. Verifique junto aos fornecedores: preço,
prazo de pagamento, e quantidade desses bens. Verificar
qual a necessidade de espaço físico para o funcionamento da empresa e
suas exigências legais, definindo se alugará um local ou se irá
construir. Se for construir, é preciso fazer um orçamento completo da
obra civil e o valor passará a compor o ativo imobilizado da empresa.
Se for alugar, o valor correspondente fará parte do elenco de Custos
Fixos. c)
Análise Global do Investimento:
de posse de todos os levantamentos pertinentes ao seu negócio, e com
seus referidos valores, você saberá qual o valor do capital inicial
necessário à implantação e se seus recursos próprios disponíveis são
ou não suficientes. Caso não sejam, verifique se há algum
financiamento subsidiado disponível no mercado possível de completar o
capital necessário, e quais são as possibilidades de você vir a
contraí-lo. Finalmente, analise todas as informações levantadas,
pesando os prós e os contras, pois só assim você poderá chegar a uma
conclusão mais segura quanto à visibilidade do negócio, o que lhe
possibilitará a tomada de decisão mais acertada: a de investir ou não
no negócio. Não
se esqueça, empreendedor, que o planejamento de um negócio é o único
instrumento confiável de antever o sucesso ou insucesso de qualquer que
seja o negócio, sendo que o maior beneficiário dele é você.
Lembre-se de que é seu tempo e dinheiro que esta em jogo, além dos
seus sonhos. Por isso, para realiza-los, mãos à obra. Planeje sempre! E se tiver alguma dificuldade e/ou dúvida ao fazer seu planejamento, procure uma empresa/especialista no assunto para orienta-lo. Boa sorte! Referências Bibliográficas: Enedina de O. Leite Peçanha - Série Informações Gerenciais – Sebrae/GO e cursos ministrados pelo Banco do Povo/GO. |
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Diagramação, Texto e Arte: Marcelo Mançano Aro - Coordenador Executivo - Banco do Povo de Cidade Ocidental |
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