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Banco do Povo de Cidade Ocidental Geração de Emprego, Renda e Desenvolvimento Social. |
Informativo
Banco do Povo de Cidade Ocidental – Ano I Nº 2, 26 de junho de 2002. EXTRA!
EXTRA! Juros
do Banco do Povo cai de 1,5% para 1% ao mês e sobe teto para financiamentos de R$ 1.500,00 para R$ 2.000,00 reais. EXTRA!
EXTRA!, era assim que os jornais de outrora davam ênfase a uma notícia
de grande importância para a sociedade, hoje voltamos a usar esta
expressão para anunciar a Ordem de Serviço de nº 138/2002 do Sr.
Governador do Estado de Goiás, Marconi Perillo, que no uso de suas
atribuições determinou a Secretaria do Planejamento e Desenvolvimento
a adotar providências no sentido de reduzir os juros incidentes nos
financiamentos do Programa Banco do Povo de 1,5%, para 1% ao mês e o
aumento do teto para financiamentos de R$ 1.500,00 para o limite de R$
2.000,00, que passou a vigorar no dia 1º de junho deste ano, mostrando
assim a importância deste bem articulado programa de microcrédito, que
tem assegurado a sustentabilidade a inúmeras famílias do Estado de
Goiás. Ao
fomentar as milhares de famílias beneficiárias do Programa em todo o
Estado, demonstra ainda mais a sua importância. “Elevar o homem a
sua plena cidadania e direito às mesmas oportunidades é de fato o
objetivo principal deste Programa”, afirma Marcelo um dos Agentes
de Crédito do Banco do Povo de Cidade Ocidental. O impressionante
trabalho que está sendo desenvolvido no Banco do Povo expressa a
veracidade desta afirmação, já que sabemos que os micros
empreendimentos formais e informais são o maior gerador de postos de
trabalho em nosso país. Esta
notícia, porém, não podia vir em melhor hora, às taxas altas de
desempregos no país e o crescimento dos sub-empregos vêm demonstrando
a necessidade da criação de mecanismos para melhor desenvolvimento
deste Programa. Com a queda das taxas de juros e o aumento do teto para
financiamentos ilustra o desejo e a preocupação do Governo de Goiás
em elaborar estes mecanismos, que visam verdadeiramente à inclusão
social dos menos favorecidos, ao oferecer a pessoa obter seu sustento e
de sua família por seus próprios méritos, reafirmando que não há
maior dignidade do que produzir bons frutos para a sociedade, valendo-se
de sua inteligência, de sua criatividade, de sua capacidade de trabalho
e do seu esforço. Ao
desburocratizar a política de financiamentos, e o barateamento do mesmo, assegura as famílias às condições
de iniciarem ou ampliarem seus negócios sem que isso seja uma
“dádiva”. Este conceito, vem garantindo o diferencial do Programa
Banco do Povo em referência a outros programas semelhantes no país, ao
estar junto ao cidadão na busca do desenvolvimento e concretização de
seus sonhos.
* Mais 45 novas agências em implantação. |
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Banco
do Povo de Cidade Ocidental Comemora 1º Ano de Fundação Em
cerimônia ocorrida no dia 24 de maio na AMCO, foi comemorado o 1º ano de
fundação do Banco do Povo de Cidade Ocidental. Contou com a presença do
Sr. Prefeito Plínio Araújo, a 1ª Dama e Presidente do Banco do
Povo Giselle Cristina, Empreendedores, Agentes de Crédito e outras
autoridades municipais. Na
ocasião foram assinados novos contratos do Banco, além de ter sido
exposto a importância que exerce o programa Banco do Povo em nosso
município no desenvolvimento social, na geração de empregos e de renda
as famílias, houve depoimentos dos micro-empreendedores, dentre eles o do
Sr. Ronaldo José R. Mota, o primeiro beneficiário do Programa na Cidade
Ocidental, que financiou peças para ciclos, falou sobre a importância
que o financiamento do Banco do Povo exerceu sobre o seu empreendimento,
realizador de um trabalho diferente e criativo, gera empregos no seu
empreendimento em forma de estágio a jovens carentes da comunidade que
encontravam-se na ociosidade e na problemática das ruas oferecendo-lhes
uma profissão e cidadania. Agradecemos a todos que acreditam nesta “fabrica de realizar sonhos” mantendo vivo este espírito empreendedor e consciência das responsabilidades que temos diante das necessidades de nossa população e permanecermos ativos na busca de melhorar cada vez mais o Programa Banco do Povo em nossa cidade.
* Posição em 26/06/2002. |
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Regime
Tributário Simplificado solução para os Micros Empreendedores do Banco do Povo saírem da informalidade O
Cadastro do Contribuinte no Regime Tributário Simplificado, ou
simplesmente Cadastro no RTS, apresenta-se como uma solução da
Secretaria de Estado da Fazenda, para resolver
o problema da informalidade do pequeno comerciante, feirante,
ambulante, mercador de rua, sacoleira e da pequena indústria familiar,
fornecendo-lhes uma Inscrição Estadual e a possibilidade de emitir notas
fiscais e seus compradores, atribuindo-lhes dignidade na prática de sua
atividade, o que o favorecerá no exercício da cidadania. Trazemos aqui
um pouco do que é o RTS. 1. Quem pode se cadastrar no Regime Tributário Simplificado? Quem,
com habitualidade, pratique pessoalmente operação com mercadoria. Obs:
Só será permitido o cadastramento de menor de idade se ele tiver mais de
16 anos, for emancipado e possuir CPF e título de eleitor. 2.
Quais são as atividades possíveis de se cadastrar no
Regime Tributário Simplificado? Comércio
em domicílio: ·
Aqueles que vendem de porta
em porta – incluindo os sacoleiros, excluído o sistema de marketing
direto; Comércio
popular: ·
Feirantes, pit-dogs, camelôs,
mercadores de ruas, estabelecimentos em Centro de Comércio “Box
Shopping”; Pequeno
comércio varejista: ·
Pequenos estabelecimentos
fixos de pessoa natural; Pequena
indústria familiar varejista: ·
Indústria de pessoa física
que confecciona produtos em sua própria residência e com mão-de-obra
exclusivamente familiar, ainda que estes produtos sejam vendidos em outra
localidade. 3. Atendimento aos requisitos, com proceder para efetuar o cadastramento? Procurar
qualquer Delegacia Fiscal, “Vapt-Vupt” ou Agenfa que esteja
interligada ao sistema de processamento de dados da SEFAZ. 4. Quais os documentos necessários para o cadastramento? Os
documentos a apresentar em original são: ·
Cédula de Identidade e CPF; ·
Comprovante de endereço
residencial; Obs:
quando o contribuinte possuir licença de funcionamento da Prefeitura, o
mesmo deverá ser informado em campo próprio do cadastro. 5. No caso do contribuinte não ter como comprovar seu endereço (não tem o contrato de locação do imóvel no seu nome – contrato verbal), como proceder? Ele
poderá apresentar uma declaração do Sindicato, Associação ou outra
Entidade Representativa da Atividade, indicando o endereço residencial,
contendo obrigatoriamente o CEP. 6. O contribuinte cadastrado no RTS estará automaticamente autorizado a funcionar perante a Prefeitura? Não.
O cadastramento no RTS regulariza apenas a comercialização das
mercadorias perante a SEFAZ. A regularização perante a Prefeitura deverá
ser efetuada junto a SEDEM. 7. Quais as obrigações acessórias tem o contribuinte simplificado? ·
Adquirir mercadorias com
Nota Fiscal; ·
Manter arquivadas em ordem
cronológica, para apresentação ao fisco quando solicitado, pelo prazo
de 5
anos, blocos com as vias fixas de Nota Fiscal de Venda a Consumidor, as
Notas Fiscais de aquisição de mercadorias ou da matéria-prima básica,
quando se tratar de indústria familiar; ·
Conduzir extrato de inscrição,
notas fiscais de aquisição e documentos de arrecadação referentes às
mercadorias que estiver comercializando; ·
Emitir nota fiscal de venda
ao consumidor, modelo 2, a cada venda que efetuar; ·
Efetuar o pagamento do
diferencial de alíquota quando adquirir mercadorias em outro estado. 8. O contribuinte do RTS poderá efetuar vendas em qualquer lugar dentro do Estado? Sim.
Desde que atenda às obrigações acessórias mencionadas anteriormente. 9.
Poderão ser comercializadas mercadorias importadas? Somente
poderão ser comercializadas pela inscrição no RTS, as mercadorias
importadas que estiverem regularizadas pela Receita Federal. De outra
forma estarão sujeitas à apreensão. 10. O contribuinte cadastrado no Estado – alem do simplificado – poderá efetuar vendas em feiras ou locais fora de seu estabelecimento? No
que compete à Secretaria de Estado da Fazenda, sim, desde que emita nota
fiscal de remessa de mercadorias para venda fora do estabelecimento e
porte seus blocos de Notas Fiscais para emissão ao adquirinte. 11. O Simplificado emitirá Notas Fiscais? ·
Sim. Ele deverá emitir
notas fiscais a cada venda de mercadorias que realizar, sem a preocupação
pelo pagamento do imposto pela nota emitida; ·
Quando o cliente adquirir
mercadoria para revender, o contribuinte simplificado deverá emitir a
nota fiscal, e orientar o comprador para se dirigir a Agenfa ou posto Móvel
da SEFAZ para emissão de nota avulsa e pagamento do imposto devido. 12. Qual a vantagem de ser um contribuinte cadastrado no Regime Tributário Simplificado? A grande vantagem é a redução de obrigações acessórias, que implicará a diminuição dos custos operacionais. Além disso, o RTS promoverá o resgate da cidadania dos que hoje atuam na informalidade. Para esclarecimento de quaisquer dúvidas, os interessados deverão procurar as Delegacias da Receita Estadual, as Agenfas e “Vapt-Vupt”. INFORMAÇÕES: 0800 991 994 |
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2ª
Feira Estadual de Empreendedores do Banco do Povo Realizada
nos dias 4,5 e 6 de junho na Praça Cívica em Goiânia, a 2ª Feira
Estadual de Empreendedores do Banco do Povo repetiu o grande sucesso da
feira anterior. Nesta edição, 84 municípios goianos foram representados
por mais de 1000 beneficiários do Programa, divididos em 137 estandes com
uma área total de 2.260 m², em uma boa mostra dos excelentes resultados
que o Programa está obtendo em todo o Estado. A
Feira atraiu milhares de pessoas que puderam conferir e adquirir os mais
diversos produtos, como peças de vestuário, artigos de decoração, móveis,
calçados, alimentos, produtos esotéricos, jóias e semijóias e muitos
outros produtos fabricados e comercializados pelos empreendimentos
financiados pelo Banco do Povo. O
público contou ainda com uma gama de shows que se realizava na praça de
alimentação da Feira. O
entusiasmo dos visitantes e dos próprios expositores e organizadores diante
da qualidade e variedade dos produtos comercializados durante o evento
demonstraram visivelmente a aprovação do Programa Banco do Povo em todo o
Estado. A
Cidade Ocidental esteve bem representada por seus beneficiários que levaram
ao evento seus produtos, na maioria artesanatos, calçados e confecções,
frutos do financiamento do Banco do Povo de nosso município. |
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Seminário
Nacional de Microcrédito O
crescimento das instituições que operam com microcrédito no Brasil, levou
inevitavelmente ao Governo de Goiás a organizar um seminário para debater
sobre as experiências bem sucedidas e a importância do microcrédito em
todo o país. Realizado
paralelamente com a 2ª Feira Estadual de Empreendedores do Banco do Povo, o
Seminário Nacional de Microcrédito debateu sobre os rumos que o microcrédito
no Brasil deve seguir, a apresentação de experiências de microcrédito de
outros estados, do Paraguai e da Colômbia, veio fomentar a discussão. Após
o pronunciamento do Sr. Governador do Estado de Goiás, Marconi Perillo, que
oficializou o evento, realizaram-se as mesas paras discussão e apreciação
do microcrédito no Brasil, experiências municipais de microcrédito,
experiências de microcrédito de outros estados, experiências de microcrédito
na América Latina. Os
palestrantes foram o Dr. Giuseppe Vecci – Secretário do Planejamento e
Desenvolvimento do Estado de Goiás, que representou o Banco do Povo de Goiás;
José R. Generoso – Diretor Executivo do Banco do Povo Paulista; Cristiano
M. Ross – Gerente de Marketing e Desenvolvimento, PORTOSOL – RS; Rosane
N. Ferraz Flores – Presidente do Banco Conquistense da Mulher, BanMulher
de Vitória da Conquista – BA; Paulo Roberto M. Fernandes – Gerente de
Crédito Assistido da Secretaria de Trabalho e Direitos Humanos e Gerência
de Crédito Assistido, Creditrabalho – DF e Rita Valente – Coordenadora
Geral do Programa Crediamigo – NE. O
Evento contou com palestras de representantes de dois outros paises,
Paraguai e Colômbia. O Dr. Sérgio H. Diaz Aguillera – Ministro
Conselheiro e Encarregado das Funções Comerciais da Colômbia, relatou a
importância que o microcrédito vem desempenhando em seu país, no combate
ao narcotráfico e ao contrabando de armas, que devido à criação de
oportunidades de inclusão social e a redução da pobreza, tem tirado das
facções criminosas seus possíveis “soldados”, contribuindo para a
concretização da paz. E o Dr. Martín Burt – Gerente-Geral da Fundación
Paraguaya de Cooperación y Desarrollo, Paraguai, debateu sobre a implantação
de políticas educacionais de microcrédito, administração e capacitação
dos estudantes do ensino fundamental e ensino médio, para melhor
prepara-los para o mercado de trabalho. Ambos
ficaram admirados com a tamanha representatividade que o Banco do Povo de
Goiás exerce sobre o contexto de microcrédito nacional, por ter em tão
pouco tempo se tornado um dos maiores intermediadores de geração de postos
de trabalho no Estado. Os
depoimentos sobre as experiências de microcrédito foram relatados por
diversos representantes, dentre eles Itamar L. do Amaral – Prefeito de
Sancrelândia, ganhador do Prêmio Prefeito Empreendedor; Carlos Guimarães
– Diretor Superintendente do Sebrae/GO; Roberto R. Leão – Secretário
da Integração Nacional e Desenvolvimento Regional; Valéria Resende –
Conselheira do Programa Comunidade Solidária; Luís Fernando de Lara
Resende – Chefe de Gabinete do IPEA; Sérgio Moreira –
Diretor-Presidente do Sebrae Nacional; Sebastião M. Guimarães – Prefeito
de Formosa e Presidente da AGM; Otavio Laje – Prefeito de Goianésia;
Evandro Magal – Prefeito de Caldas Novas e Sônia Chaves – Prefeita de
Novo Gama. O
Seminário foi rico em informações que se tornarão exemplares no programa
Banco do Povo para melhor atendimento das necessidades da população do
nosso Estado. |
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O
Desafio do Microcrédito no Brasil O
Potencial das Microfinanças O
mercado potencial das micros finanças chega a 9,5 milhões de pequenos
empreendimentos predominantemente informais com cerca de 13 milhões de
pessoas envolvidas (1/4 da população economicamente ativa urbana,
representando 8% do PIB brasileiro). A Exclusão dos Micros empreendimentos Cerca
de 95% dos pequenos empreendimentos não tem acesso a empréstimos bancários
e apoio técnico para o desenvolvimento de seus negócios, as restrições e
a resistência das organizações de microcrédito na concessão de crédito
aos empreendimentos novos, além da maioria absoluta dos municípios não
possuírem acesso ao microcrédito, pois os mesmos concentram-se nos grandes
centros urbanos. *(Fonte:
IBGE/Pesq. – Economia Informal Urbana – 1997) O Desafio A
aplicação dessas experiências no Brasil, tem mostrado a necessidade da
expansão e criação de instituições e organizações operadoras de
programas de microcrédito, cuja natureza deva garantir a criação de uma
identidade capaz de referenciar iniciativas de interesse comum, voltados
para a redução da pobreza, do desemprego e a inclusão social. Trata-se
de um importante instrumento de política pública de inclusão sócio-econômica,
que ao integrasse com outras políticas de desenvolvimento compreende a
aplicação do crédito como uma atividade-meio e não como uma
atividade-fim, tendo como público alvo as pessoas excluídas do acesso ao
crédito pelo sistema financeiro tradicional, ou que por razões de sua
fragilidade sócio-econômica, encontra dificuldades de acessar as linhas de
créditos existentes. Devemos
abolir das organizações e instituições de microcrédito, as políticas
compensatórias, e incentivar a criação de políticas que integrem os
empreendimentos populares de pequeno porte ao desenvolvimento, dentro de uma
ótica de inclusão econômica e social. |
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1º Encontro Estadual de Agentes de Crédito do Banco do Povo Com
o objetivo de agilizar e melhorar os procedimentos no atendimento às
pessoas que procuram o Banco do Povo no Estado de Goiás, foi realizado em
duas etapas no mês de abril o 1º Encontro dos Agentes de crédito do
Banco do Povo, no Centro de Convenções do Hotel Prive das Caldas em
Caldas Novas. Participaram ao todo no Evento 333 pessoas, entre
presidentes de ONGs, coordenadores do Banco do Povo e agentes de crédito. No Evento foram debatidos diversos temas, dentre eles atendimento e formação de processos, controle interno e prestação de contas, marketing e produtividade, cobrança eficiente e sustentabilidade e integração dos agentes. Durante a realização da segunda etapa, presidentes de ONGs assinaram convênio de parceria com a Agência de Fomento de Goiás para operacionalização de linhas de crédito de R$ 2.000,00 a R$ 10.000,00 para atendimento de microempresas formais. |
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Diagramação, Texto e Arte: Marcelo Mançano Aro - Coordenador Executivo - Banco do Povo de Cidade Ocidental |
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